Tarifas de Trump: mercado em queda

Tarifas de Trump: mercado em queda. Políticas de alocação, distribuição e movimentação, trazendo diversificação e diminuição da volatilidade.

Silicon Valley

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Tarifas de Trump

Trump anunciou as tarifas 2/4/25, por ele chamado o Dia da Libertação.

Tivemos o anúncio das tarifas, a reação chinesa, um novo aumento de tarifas para a China, uma nova reação chinesa e, por fim, em minha opinião, a capitulação de Trump.

Acredito que ele não contava com a dura reação chinesa de enfrentamento.

Não tenho torcida nesta guerra comercial, pois acho que todos sairão perdendo, porém, creio que a China neste caso tem mais bala do que Trump, que além de tudo, tem eleições legislativas daqui a um ano e meio.

Pior do que o prazo de 90 dias em que Trump manteve as tarifas de todos os países em 10%, com exceção da China, é a quebra de confiança gerada em relação aos parceiros comerciais.

Um governante pode confiar em Trump se ele vai e volta a cada dia e rasga acordos comerciais de uma hora para outra? Para que serviria então a OMC?

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Mercado em Queda

Não se tratou somente de queda de preços, mas uma enorme volatilidade em todos os mercados.

Mercado em queda

O mercado precisa de uma certa estabilidade, senão ele se move para cima ou para baixo a cada notícia, e foram muitos no prazo de alguns dias.

Gestão de portfólio: alocação, distribuição, movimentação

Vamos rever aqui rapidamente as 3 políticas nas quais eu baseio a gestão de meu portfólio.

Política de alocação

Da política de alocação: “Fico intranquilo em ter mais de 25% em um tipo de investimento, mesmo seguro (poupança ou títulos do tesouro)”.

Atualmente, nenhum investimento de minha carteira ultrapassa 10%.

Na verdade, a grande maioria representa menos de 1% do total.

Tesla

Isto quer dizer, por exemplo, que se a Tesla falisse, eu perderia 0,2% do meu patrimônio (atual alocação desta).

Política de distribuição

Da política de distribuição: “eu me sinto desconfortável se possuo mais de 25% em um só lugar, não importa onde. Normalmente, não deixo nem passar de 10%, quando possível”.

Os investimentos nos EUA (já que estamos falando das tarifas de lá), temos atualmente 7% na Charles Schwab, 8% na Interactive Brokers e 14% na Avenue (esta última devido a uma subida grande da Nvidia).

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O risco que vejo aqui é ter alguma alteração na política americana para a aceitação de investidores brasileiros nestas corretoras.

Se fosse um investidor chinês, talvez devesse me preocupar…

Política de movimentação

Da política de movimentação: “Dado o total do portfólio, a cada mês, eu só movimento 1% deste. Este critério é para evitar ser influenciado pela variação das cotações de mercado”.

Se o mercado tiver um tombo, ainda assim, eu respeito a política de movimentação e movimentaria somente 1% por mês.

A volatilidade passa a não importar.

Diversificação

Meses antes das tarifas, atendendo outra necessidade, fiz a análise da alocação dos ativos por setor e por país.

Atualmente, a carteira está com incríveis 107 investimentos em empresas, localizadas em 4 continentes diferentes.

Alguns esclarecimentos de como eu olho para cada classe de ativo abaixo listada:

  • Renda fixa (Poupança, CDB, Tesouro Nacional): tentam somente proteger da inflação, mas o risco de perder dela no longo prazo é grande.
  • Renda variável (ações e FIIs): a volatilidade pode assustar e impactar a carteira na totalidade se um ativo tiver grande participação. Por isto a enorme quantidade de empresas e fundos investidos.
  • Startups: considero o dinheiro investido pode dar perda total.
  • Criptomoedas: considero o dinheiro gasto, nem entra na carteira, fica ali separado e sendo monitorado.

Volatilidade

Baseado na enorme diversificação ilustrada no item anterior, esta reduz muito a volatilidade da carteira.

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Os axiomas de Zurique dizem que a diversificação protege de todos os riscos, inclusive o de enriquecer.

Nos piores momentos de queda, minha monitoração indicava uma queda de -2,3% de toda a carteira.

Muito pouco, comparado com as enormes quedas em mercados de nível mundial.

De uma hora para outra, após Trump pausar as tarifas em 10% por 90 dias, houve uma subida histórica que, claro, foi modesta em minha carteira: de -2,3% para 0,1%.

Veja também neste post como esta rentabilidade é calculada.

Queda das Big Tech

Grande parte da queda de -2,3% em minha carteira se deveu às Big Tech, em particular a Nvidia, que cresceu organicamente e tem um peso maior.

San Francisco - Google office

E o que a Apple fez, me parece um ato de desespero.

Ganhos de Warren Buffett

Por outro lado, a Berkshire Hathaway teve ganhos em todo o ano de 2025 até agora.

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Vale notar também que a volatilidade da B3 foi menor, pois o Brasil teve uma tarifa de 10% (a menor de todas).

Tarifas de Trump: mercado em queda – Conclusão

  • Alocação: atualmente, os investimentos em dólar (31%) estão no limite do previsto (30%), portanto os próximos aportes serão em empresas europeias e asiáticas.
  • Distribuição: pretendo passar a Nvidia da Avenue para a Charles Schwab, pois até hoje não possuo investido lá o valor mínimo que eles exigem. Esta movimentação não tem relação alguma com as tarifas ou quedas de mercado.
  • Movimentação: devagar, vou fazendo aportes mensais de 1% nas empresas europeias e asiáticas.

A diversificação é consequência das políticas de alocação e distribuição.

A menor volatilidade é consequência da diversificação e também da política de movimentação.

Lisboa

Em resumo, tranquilidade, sem necessidade alguma de pânico.

Referências

  1. Gestão de Portfólio – Parte 1: Política de Alocação – EM QUE investir.
  2. Gestão de Portfólio – Parte 2: Política de Distribuição – ONDE guardar.
  3. Gestão de Portfólio – Parte 3: Política de Movimentação – COMO mover.

 

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